terça-feira, 5 de maio de 2009

36 horas em Reykjavik, Islândia



Uma mulher falante sentada em um banco de bar, perto do meu, roda sua vodca com suco de laranja como se fosse um cabernet sauvignon, aparentemente sem notar as ondas de líquido laranja ultrapassando a boca do copo. Uma mulher cacarejante, em um vestido preto tomara-que-caia e um chapéu vermelho de Papai Noel, passa por perto, olhando por sobre o ombro para assegurar que seus três pretendentes, empunhando cervejas e lançando olhares, ainda estão lá.

Quando me levanto e começo a caminhar para a porta, um homem alcoolizado seguindo na mesma direção cai sobre minhas costas para me usar como transporte. Ele murmura algo em islandês. Após montar em mim por uns seis metros, ele cai sobre outra pessoa. Muitas pessoas notam. Ninguém demonstra nenhuma emoção.

É meia-noite em um sábado, o que significa que o runtur, ou a farra de ir de bar em bar e beber até cair, está em andamento. Muitos bares ficam abertos até as quatro horas da manhã tanto na sexta quanto no sábado. E pelo que pude ver e o que me contaram, o colapso financeiro deste país e a forte desvalorização da moeda, que tornaram mais acessível para os visitantes este destino antes proibitivamente caro, não os esvaziaram nem um pouco.

Leia mais em: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/05/04/ult4466u571.jhtm

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